Do estresse ao esgotamento

Do estresse ao esgotamento

Do Estresse ao esgotamento.

Todas as pessoas em algum momento da vida apresentam momentos de estresse. Estes podem ser de curto prazo, como quando perdemos o ônibus ou intensificarem-se em eventos do nosso dia a dia. Outras vezes, encontramos ainda estresses de longo prazo, como doenças, divórcio, perdas de familiar entre outros, que podem ser consideradas e evoluírem para sintomas ou doenças físicas.

Estes eventos podem afetar nossa saúde em diferentes níveis, podendo chegar a transtornos de ansiedade, depressão, entre outras doenças físicas ou emocionais.

Normalmente o estresse começa com a reação de alarme, podendo ocorrer reações fisiológicas, como aumento da freqüência cardíaca, dilatação das pupilas, liberação de glicose pelo fígado entre outros sintomas. As reações ao estresse podem ocorrer “para fora”, geralmente através de acessos de raiva, ou com sentimentos de ansiedade e depressão quando dirigidos para o próprio indivíduo.

            O indivíduo geralmente resiste por um tempo até se acostumar com a situação apresentada na tentativa de manter seu equilíbrio, mas ocorrem situações em que mesmo não estando em contato com os agentes estressores, poderá haver uma reação espontânea do organismo, podendo chegar ao limite que é o que chamamos de esgotamento. Nesta fase o que pode ocorrer é a falha dos mecanismos de adaptação e de defesa do organismo, que aos poucos perde o controle, chegando ao que chamamos de esgotamento.

            Diante do esgotamento, todo o organismo pode entrar em sofrimento. É como se esgotasse não apenas sua capacidade de adaptação às diversas circunstâncias de vida, mas, sobretudo, como se perdesse a capacidade de se adaptar a si mesmo. Na ocorrência do esgotamento, há acentuado prejuízo do limiar de tolerância aos estímulos externos e acentuada inadequação ambiental, normalmente trazendo problemas de relacionamento com os demais pela diminuição da tolerância.

            Alguns sintomas de esgotamento podem ser: dores sem causa física como dor de cabeça, abdominal, pernas, costas, peito e outras; alterações do sono; perda de energia; irritabilidade; ansiedade (apreensão, inquietação, medo inespecífico); diminuição do desempenho (sexual, memória, concentração, tomada de decisões); queixas vagas (tonturas, zumbidos, palpitações, falta de ar, bolo na garganta).

A forma como cada indivíduo lida com estes fatores, vai determinar o que ele fará com os acontecimentos e as emoções que este lhe proporcionar.

Algumas pessoas podem superar tranqüilamente perdas importantes, enquanto outras podem desenvolver transtornos emocionais, e isso normalmente depende da capacidade de cada um de internalizar suas emoções, o que podemos também chamar de vulnerabilidade pessoal para ansiedade ou depressão, por exemplo. Podemos citar aqui o caso de reações alérgicas, onde, por exemplo, poderíamos colocar 10 pessoas num mesmo ambiente impregnado por mofo e somente 3 reagirem com espirros, coriza ou lacrimejamento, além do agente causador, deve haver sensibilidade do indivíduo diante do agente causador.Com tudo isso, o estresse pode assumir diferentes formas e contribuir para o desenvolvimento de doenças. Estes podem ser de curto, médio ou longo prazo, e podem causar desenvolvimento ou estagnação, depende do sentido que seremos capazes de dar aos acontecimentos em nossas vidas.

Daniela Duarte Arndt

CRP/07-10495

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